2024
“o ramo nomeia a sombra” pretende ser uma investigação poética e visual que desafia as convenções tradicionais de linguagem e representação e onde os conceitos de código, criatividade, ficção e representação são continuamente transmutados. Ao observador é-lhe fornecido um lugar de experiência autónomo, alheado da realidade e uma necessidade de reorganização dos princípios da visualidade por não se encontrarem nestes trabalhos referências a uma existência no mundo natural.
Refletindo uma constelação de influências e um diálogo contínuo com o inconsciente, Ricardo Angélico concentra-se na elaboração de composições individuais com figuras imaginárias inseridas em contextos de ação muitas vezes ambíguos. Essas representações, aparentemente dissociadas do cenário global, desenham pequenas células narrativas, guiando o observador por uma rede intricada de conexões
Catarina Leitão apresenta uma série de desenhos que hibridizam o mundo vegetal com o artificial, formando um compêndio sistematizado e organizado. Estas obras mesclam técnicas de pintura e desenho criando analogias entre objetos técnicos e elementos vegetais no âmbito formal, onde elementos do mundo natural são adicionados ou subtraídos aos objetos técnicos.
O ramo nomeia a sombra – Catarina Leitão e Ricardo Angélico
Curadoria Galeria Carlos Carvalho Arte Contemporânea
20.07.2024 – 12-10.2024
Num momento em que urge compreender o nosso lugar de pertencimento, abalado pelas constantes fricções e desassossegos de um mundo em rutura, é perene a reflexão sobre o que compõe afinal a nossa identidade, por vezes refratária, por vezes tão porosa que se deixa irrigar, por línguas, territórios, crenças ou memórias de outras e outros.
Sempre em construção e desconstrução, a identidade carece de constante olhar e atenção.
Diferentes registos fotográficos surgem nesta exposição, fragmento de arquivo, visões do imaginário, recordações de casas, onde o corpo procura abrigo e resposta, nesta que é uma procura constante por um LUGAR mais estável.
Entre Manhãs – Inês Moura
Curadoria Estefânia r.
06.04.2024 – 29.06.2024
Evento inserido no Programa Convergente do Anozero’24 – Bienal de Coimbra.
A Casa-Museu Bissaya Barreto apresenta “da flor, esse rosto de esGrita”, uma exposição composta por instalações de 9 artistas. A constelação de trabalhos constitui um desafio, estando previstas um conjunto de leituras e ações performativas no âmbito do binómio arte e educação e da arte de ação.
A exposição junta artistas da ilha da Madeira, como Lourdes Castro e António Dantas, o onírico-caligráfico pintor de Tiradentes, em Minas Gerais, no Brasil, Oscar Araripe, o visualista africano Heduardo Kiesse, e os artistas que jogam com a palavra, o texto e a letra, Alberto Carneiro, Ernesto Melo e Castro e António Barros. Augusto Canedo e Albuquerque Mendes trabalham os hibridismos da pintura, nos terrenos do devir das artes performativas.
As palavras de António Barros sobre a exposição: “De como a Natureza se enuncia e insinua na obra de nove autores de diferentes geografias, temporalidades e modos, estes que no jogo gregário do dizer, e do ser, aqui se reencontram e se fundem.
Há insurreição da escrita que grita almejando o bem da Flor, ou não fosse a Arte um desígnio de Educação.
Doze estórias contadas ao ouvido, como aquelas pedrinhas que as crianças guardam nos bolsos, e elas dizem: Vamos poupar a Terra que erra, sempre em guErra. Urge Mudar sua fácies.
Temos alma de saudade, e tanto mar — da flor, esse rosto de esGrita — uma exposição_ livro aberto.”
da flor, esse rosto de esGrita – Alberto Carneiro | Albuquerque Mendes | António Barros | António Dantas | Augusto Canedo | E. M. de Melo e Castro | Heduardo Kiesse | Lourdes Castro | Oscar Araripe
18.01.2024 -22.03.2024